6 de abril de 2017

Resenha: Fronteiras - Sonia Rodrigues

Livro: Fronteiras
Autor: Sonia Rodrigues
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 299
Compre: Amazon

Sinopse: Letícia acompanha a mãe e o irmão na fuga para o Rio de Janeiro, depois de sofrerem, por muito tempo, os mais diversos abusos do padastro. No Rio, recomeçariam uma vida nova. Tudo piora quando a mãe com medo de ser encontrada, resolve "viver o sonho americano" e deixa os filhos sozinhos até que reunisse dinheiro suficiente para tirá-los do Brasil. 
A primogênita assume, então, a responsabilidade de cuidar do irmão e de si mesma, de fingir para todos que eles dois não estão vivendo sozinhos e, principalmente, de viabilizar a aventura proposta pela mãe e os sonhos acalentados pelo irmão. 
Nessa jornada, acaba cruzando fronteiras em suas relações de afeto e desafeto, e outros limites perante a lei, e precisa lidar sozinha com as consequências de suas escolhas e de seus atos. A única ajuda vem de fontes inesperadas: um menino Sem Nome - amigo imaginário ou alucinação, não se sabe - e um ex-PM, que também viveu no abandono e resolveu a situação a tiros. 
Muitas fronteiras. O limite entre dois espaços, duas possibilidades: o supostamente certo e o presumivelmente errado; os traumas e os sonhos; os medos e os arroubos de coragem, abuso, injustiça, violência sexual. Os precalços são inúmeros, os dramas são implacáveis e não há caminho de volta. Apenas uma outra via a ser trilhada: a ficção. É sua única saída para reequilibrar lembranças boas e ruins, misturado na medida certa e o lado escuro da vida com o seu brilho. 
Real e imaginário, passado e presente, hoje e amanhã. Todas essas fronteiras se entrelaçam no novo romance da premiada escritora e roteirista Sonia Rodrigues.




"Às vezes, Letícia ficava com tanto medo de serem pegos que criava toda a situação desesperadora dentro da cabeça só para imaginar uma saída de última hora que evitasse que ela e Thomas fossem separados ou que ela fosse devolvido para o pai. Era bom sonhar de olhos abertos com uma catástrofe porque quando o filmezinho dentro da sua cabeça terminava, era sol, era Rio de Janeiro, e todas aquelas coisas ruins não tinham acontecido. Tudo estava normal, ela tomando conta do irmão num apartamento de dois quartos no Catete, e a mão dividindo um conjugado com uma desconhecida em Los Angeles."

Eu fiquei um pouco empolgada com a sinopse desse livro e com a ideia dele, mas no decorrer da narrativa achei cansativa e meio perdida. A autora deu muito foco na história e parece que não sabia como desenvolver a trama que ela criou, tentou colocar elementos demais na história e acabou se perdendo na trama e no que realmente deveria focar. 

O início da história é confuso, a narrativa é cansativa e não dá vontade para continuar com a leitura. Sonia Rodrigues não conseguiu trazer uma história boa, com narrativa para prender o leitor. O desenvolver da história também é meio confuso, e a autora deixa pontos abertos - parecendo que tem a intenção de trazer um próximo livro e responder essas perguntas. 

O final também é esquisito, não curti o que a autora fez e nada neste livro me fez ficar presa a história. Levei quase 1 mês enrolando com este livro e só terminei mesmo pois tinha um prazo a cumprir com a resenha, se não fosse isso, acho que deixaria este livro de lado na estante - pois ele não prende em nada e não faz você ficar curioso com o final. 

A capa e a diagramação são bonitos e chamativos, o trabalho gráfico feito no livro foi muito bom. O tom de vermelho na capa é bem chamativo e ficou muito bonito, chamando a atenção do leitor para o livro e fazendo-o ficar curioso com a história. 

Fiquei um pouco decepcionada com a história e o desenrolar dela. Mas agradeço a editora Nova Fronteira por ter cedido o livro no encontro de blogueiros da Aliança. 


3 comentários:

Monique Neves disse...

Oi Beatriz!
É uma pena mesmo quando nos deparamos com uma sinopse instigante mas ao ler a história não empolga nem nos envolve. Não dá nem pra se ter uma ressaca literária, não é mesmo?
Abraços literários.

Ingrid Moreira disse...

Realmente é muito chato quando você tem altas espectativas numa história e quando você vai ler bate aquela depre porque não era o que você esperava...
O bom da resenha é que nós dá uma visão de como é a história, mas também o que pode ser bom para um pode ser ruim para outro então vale a pena ver as opiniões de leitores como vocês 😉

~Um livro, por favor?

Thati Machado disse...

É uma pena quando o autor se perde um pouco e nossas expectativas não são alcançadas, né? Ainda assim, como sou uma otimista incansável, prefiro pensar que qualquer leitura, mesmo aquelas que não gostamos, nos trazem algo de positivo :)

Thati Machado;
http://nemteconto.org